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Neste sábado (7 de novembro de 2026), quem vai montar o churrasco de fim de semana encontra um cenário curioso: o boi gordo segue em patamar recorde, mas alguns cortes bovinos ficaram mais baratos no varejo ao longo do ano e o frango continua em conta. Reunimos aqui os números mais recentes que encontramos, cada um com a data da fonte, para você decidir o que levar para a grelha sem cair em conversa de ocasião.
Índice do artigo
- Boi gordo: onde está a arroba
- Varejo: picanha e fraldinha recuaram
- Cortes alternativos ganham espaço
- Frango e suíno: o lado barato da grelha
- O que esperar do churrasco de fim de ano
- Ofertas relacionadas
- Conclusão
- Perguntas frequentes
Boi gordo: onde está a arroba
Segundo a CNN Brasil, em reportagem de 27 de outubro, os contratos de novembro e dezembro do boi gordo na B3 chegaram a superar R$ 400 por arroba, e o indicador Cepea/Esalq para São Paulo marcou R$ 381,40 em 26 de outubro, o maior valor nominal da série iniciada em 1994. A matéria aponta a oferta restrita de animais terminados como principal motivo, além do ritmo mais lento das exportações para a China depois que a cota brasileira de 2026 se esgotou.
Os dados mais frescos que localizamos vêm da Brasil 61, em publicação de 4 de novembro com preços de 3 de novembro: o indicador do boi gordo em São Paulo estava em R$ 390,00 por arroba. Ou seja, o pico de outubro não foi um susto passageiro.
Esse movimento tem raiz antiga. O Correio Braziliense, em 21 de agosto, já explicava que muitos produtores estavam retendo fêmeas para ampliar o rebanho, o que reduz a oferta de gado para abate e empurra a arroba para cima. O texto também lembra que os cortes nobres, como picanha, filé mignon, contrafilé e alcatra, são os mais sensíveis a esse repasse.
Varejo: picanha e fraldinha recuaram
Aqui entra o detalhe que muita gente perde. O preço do boi na fazenda e o preço da prateleira nem sempre andam juntos, principalmente em períodos de promoção e concorrência entre redes. A pesquisa da Neogrid, publicada pelo InfoMoney em 12 de maio com base em 40 milhões de notas fiscais, comparou abril de 2026 com abril de 2025 e mostrou quedas relevantes:
- Picanha: de R$ 81,86 para R$ 60,70 por quilo (queda de 25,9%).
- Fraldinha: de R$ 72,25 para R$ 44,37 por quilo (queda de 38,6%).
- Costela bovina: queda de 21,6%; ancho: queda de 19,6%.
- Na direção oposta, alcatra subiu 12,3% e maminha, 4,3%.
Um aviso honesto: esse levantamento é de abril, e desde então a arroba subiu. Não dá para afirmar que os preços do açougue hoje estejam nesses mesmos valores. Use os números como retrato do que já aconteceu e confira a etiqueta da sua região antes de fechar a lista.
Já o InfoMoney, em 16 de abril, com dados do IBGE, mostrou que, em 12 meses até março, as carnes acumulavam 5,68% e a cerveja 6,06%, ambas acima do IPCA geral de 4,14%. Ou seja: o churrasco como um todo ficou um pouco mais pesado do que a inflação média, mesmo com alguns cortes em queda. Na nossa leitura, essa mistura de recuo em alguns itens e alta em outros é exatamente o que torna a compra mais estratégica do que em anos anteriores.
Cortes alternativos ganham espaço
O O Antagonista, em 19 de março, publicou que a picanha segue como símbolo, mas já não manda sozinha na grelha. Segundo a matéria, fraldinha, ancho, acém e partes do dianteiro ganharam espaço, assim como linguiça de melhor qualidade, copa lombo, pancetta e costelinha suína. A lógica é simples: o convidado come mais variedade e o anfitrião gasta menos por pessoa.
Na prática, vale pensar em três perguntas antes de ir ao açougue:
- Quantos convidados? Para um churrasco com crianças, por exemplo, a conta muda bastante. Veja nosso guia de churrasco com crianças: cardápio e segurança.
- Qual o rendimento do corte? Peças com muita gordura ou osso perdem peso na brasa.
- Dá para equilibrar peça nobre com corte acessível? Uma picanha para a mesa e fraldinha e linguiça para encher o prato costuma funcionar.
Frango e suíno: o lado barato da grelha
Na tabela da Brasil 61, o frango congelado estava em R$ 8,21 por quilo e o resfriado em R$ 8,23 no atacado da Grande São Paulo em 3 de novembro, e a carcaça suína especial a R$ 9,64 por quilo. São preços de atacado, não de prateleira, mas ajudam a entender por que o espetinho de frango e a costelinha suína aparecem tanto nas listas de quem quer economizar. A Neogrid também registrou queda de 12,4% no frango inteiro e de 10,9% na coxa na comparação anual de abril, com linguiças estáveis.
Nosso palpite editorial: em novembro, quem sabe temperar bem e controlar o fogo tira mais de um frango bem feito do que de uma peça cara passada do ponto. E não esqueça o acompanhamento: abobrinha e berinjela na churrasqueira enchem o prato por pouco dinheiro.
O que esperar do churrasco de fim de ano
A CNN Brasil lembra que o pagamento do 13º salário e o consumo de fim de ano tendem a sustentar a demanda, embora os preços recordes possam limitar o poder de compra. Se a arroba continuar em R$ 390 a R$ 400, o mais provável é que o brasileiro siga o caminho dos cortes alternativos e do prato misto. Já falamos da Black Friday e das churrasqueiras a gás com a carne cara na edição de ontem do nosso resumo.
Dica para quem vai comprar com antecedência: congele só o que você realmente for usar e anote o preço por quilo de cada corte em duas ou três lojas. Uma diferença de R$ 5 ou R$ 8 no quilo, multiplicada por 5 kg, já paga a bebida.
Ainda no clima de novidades, a rede Fogo de Chão informou, em matéria do Diário do Rio, duas novidades na mesa de saladas até 21 de dezembro: a salada mediterrânea de vagem e um hummus sazonal de primavera com espinafre. Boa inspiração de acompanhamento leve para o seu próprio churrasco.
Ofertas relacionadas
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Conclusão
O quadro de novembro é de arroba em recorde e varejo mais variado: algumas peças ficaram mais baratas que um ano atrás, outras encareceram, e o frango segue como aliado do orçamento. Para o seu fim de semana, a melhor estratégia é comparar preço por quilo, misturar peças nobres com cortes alternativos e confirmar sempre a data de cada pesquisa antes de tomar um número como verdade de hoje.
Perguntas frequentes
A picanha ficou mais barata em 2026?
Segundo a Neogrid, sim: de R$ 81,86 para R$ 60,70 por quilo entre abril de 2025 e abril de 2026. Como a arroba subiu depois, confira o preço do seu açougue.
Por que o boi gordo está tão caro?
As fontes citadas apontam menor oferta de animais terminados, retenção de fêmeas para reprodução e custos de reposição mais altos.
Qual corte vale mais a pena para o churrasco?
Fraldinha, ancho, linguiça e costelinha suína aparecem como alternativas que ampliam o cardápio sem pesar tanto no bolso, segundo a matéria do O Antagonista.

