Afinal, o que é glúten?

Afinal, o que é glúten?

Há alguns anos o glúten se tornou o vilão da alimentação de grande parte da população. Mas, afinal, o que é o glúten?

De acordo com a FENACELBRA (Federação Nacional das Associações de Celíacos no Brasil) , glúten é o conjunto de proteínas encontradas nos cereais e é responsável pela elasticidade e aderência que facilita o preparo do alimento. Ao ser absorvido pelo organismo, é usado para o ganho de massa magra e se torna fonte de energia e proteína.

Segundo Ester Benatti, secretária executiva da
FENACELBRA, para
efeitos de controle da doença celíaca se estabeleceu mundialmente que
glúten, em alimentos industrializados, refere-se às proteínas presentes no
trigo, cevada e centeio. Ele pode ser encontrado em alimentos como massas, bolachas,
pães, bolos, cerveja, entre outros. Além disso, está presente na composição
de cosméticos, produtos de higiene, produtos de limpeza, de material escolar,
na fabricação de bolsas e calçados e até em material de construção. É indicado
ficar sempre atento às informações do rótulo.

O glúten é, frequentemente, ligado à prisão de ventre e aumento de peso, e em alguns casos está relacionado à obesidade, porém estudos recentes publicados pelo jornal Gastroenterology provam que a ingestão dessa substância não causa nenhum problema gastrointestinal em indivíduos normais, sendo nocivo apenas para quem possui a doença celíaca.

Benatti explica que o glúten em si não tem um grande valor nutricional e que é mito que a retirada do glúten da alimentação pode fazer com que a pessoa desenvolva sensibilidade à substância. “Se a pessoa ingere uma boa quantidade de frutas, legumes, verduras, ovos, carnes, peixes e grãos não terá deficiência de nutrientes numa dieta isenta de glúten”, afirma. “Com a circulação maior de informações sobre as desordens relacionadas ao glúten a perspectiva é que esse número aumente a cada ano, mas não só celíacos fazem a dieta de isenção de glúten”, explica.

Mercado do glúten

De acordo com um estudo realizado pela empresa de pesquisa estratégica de mercado, Euromonitor, os alimentos intitulados “livres de” cresceram 8% ao ano na América Latina desde 2012. A mesma ferramenta identificou que, no Brasil, a principal tendência são os consumidores interessados em produtos sem glúten e sem lactose e prevê-se um aumento de vendas entre 35% e 40% ao ano até 2022.

A publicação Gastroenterolody descobriu que
44% das pessoas compram produtos “gluten-free” por motivos que não estão ligados
as doenças celíacas e que 65% dos entrevistados acreditam que esses alimentos
são mais saudáveis que os normais. Já por aqui, dados da Schar Brasil, mostram
que, em 2019, 85,8% dos consumidores seguiram uma dieta sem glúten, mas apenas
70% por necessidade. O principal motivo da adoção é a doença celíaca, com 40%
das respostas, seguida de sensibilidade ao glúten, com 33%; e 14% das pessoas
evitam os alimentos por sentirem que faz mal à saúde.

Doença autoimune?

A doença celíaca é uma doença autoimune (ou seja, é um mecanismo de defesa que um organismo possui para combater determinados agentes patogênicos), que afeta as células saudáveis do corpo e causa um processo inflamatório a partir da ingestão do glúten. Segundo informações da FENACELBRA, quando o alimento chega ao intestino delgado ocorre uma reação imunológica e anticorpos que atacam a parede do órgão são liberados, interferindo na absorção de nutrientes essenciais ao organismo. Apesar de o dano principal ser a destruição do epitélio intestinal, a doença pode atacar qualquer órgão ou tecido do organismo. Se não tratada pode desencadear uma série de doenças e até câncer, podendo também levar à morte.

Segundo Benatti, a principal diferença entre a doença celíaca
e alergia e sensibilidade ao glúten, é que as duas últimas não possuem dano
autoimune e a primeira sim. Na alergia ao glúten, o sistema imunológico
ativa o sistema de defesa contra essas proteínas, mas não há dano autoimune. “Pessoas
alérgicas ao trigo podem ter reações muito rápidas, mas algumas são perigosas, como
a anafilaxia”, afirma ela. Na sensibilidade ao glúten não celíaca, mesmo não
sendo autoimune, os sintomas e distúrbios causados pela ingestão do glúten se
parecem muito com a doença celíaca. Podem ser sintomas gástricos ou neurológicos
ou reumatológicos.

Produtos Gluten Free

As massas Sem Glúten da Paganini são uma excelente opção para quem precisa fazer uma dieta restritiva. Elas são elaboradas com farinha de milho, de arroz e de quinoa, o que garante sabor diferenciado e a presença de elementos nutritivos importantes ao organismo. Contém fibras, sais minerais, vitaminas dos grupos A e B e antioxidantes, além de possuir pouco sódio.

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Afinal, o que é glúten?

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