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Se você anda sentindo o bolso doer na hora de comprar carne para o fim de semana, não é impressão. O boi gordo fechou a semana passada em patamares recordes, e o efeito tende a chegar ao açougue. Neste resumo do dia, reunimos os números mais recentes, explicamos o que está por trás da alta e mostramos como manter o espetinho na mesa sem estourar o orçamento.
Índice
- 1. Arroba do boi gordo: os números de sexta-feira
- 2. Por que o preço não cede
- 3. IPCA-15 e o peso da comida no bolso
- 4. Como economizar no churrasco
- 5. O frango como aliado
- 6. Perguntas frequentes
- 7. Conclusão
1. Arroba do boi gordo: os números de sexta-feira
Segundo o NC News, o indicador Cepea/Esalq para São Paulo fechou a sexta-feira (23/10) em R$ 381,40 à vista, alta de 0,22% no dia, e em R$ 385,69 a prazo. Pela Safras & Mercado, a média paulista chegou a R$ 386,25, contra R$ 384,47 na véspera. Em Minas Gerais a arroba foi a R$ 380,29, em Mato Grosso do Sul a R$ 380,45, em Goiás a R$ 371,25 e em Mato Grosso a R$ 360,81.
Houve ainda negócios pontuais a R$ 400 em Franca, no interior paulista. Vale deixar claro: esse valor não representa a média do mercado, e sim operações isoladas. Já a A Crítica de Campo Grande mostra a arroba média sul-mato-grossense em R$ 379,43 e a parcial de outubro do Cepea em R$ 376,33, alta de 6,56% sobre setembro.
No atacado, porém, o cenário foi de calma: o quarto dianteiro ficou em R$ 22,30 por quilo e o traseiro em R$ 29,50, sem variação.
2. Por que o preço não cede
A explicação, segundo as consultorias, é simples de entender: há pouco boi pronto para o abate. Com isso, as escalas dos frigoríficos estão curtas, entre 5 e 6 dias úteis na maior parte do país, e as indústrias precisam comprar para recompor a programação. Para o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, a dificuldade de alongar as escalas mostra que o mercado continua vulnerável a novas altas.
Outro ingrediente é a expectativa de demanda mais firme da China no último trimestre. Na nossa avaliação, isso ainda é torcida do setor, não pedido confirmado, e convém acompanhar com cautela. Para entender o pano de fundo, vale ler também a edição de ontem das nossas notícias, que trata da queda nas exportações e do recorde da arroba no começo do mês.

3. IPCA-15 e o peso da comida no bolso
A pressão não vem só da carne. De acordo com o Mix Vale, o IPCA-15 de outubro subiu 0,32% e acumulou 4,62% em 12 meses. A alimentação e bebidas avançou 0,88% no mês, e a alimentação no domicílio teve alta de 1,01%, bem acima dos 0,38% de setembro. O tomate, item clássico do vinagrete, subiu 24,54%. Entre as carnes, o filé-mignon aparece com alta de 4,07%.
Ou seja: quem faz churrasco em casa sente a conta crescer em duas frentes, na carne e nos acompanhamentos. Na prática, o vinagrete mais caro do ano pesa quase tanto quanto o espeto.
4. Como economizar no churrasco
Você não precisa abrir mão do fim de semana com a família. Algumas estratégias simples ajudam:
- Troque a picanha por cortes dianteiros. Acém, paleta e peito, bem preparados, ficam macios. Veja nosso passo a passo da capa de filé na churrasqueira.
- Compre inteiro e fatie em casa. Peças maiores costumam sair mais baratas por quilo.
- Calcule por pessoa. Em geral, 400 a 500 gramas de carne por adulto, somando tudo, já resolvem.
- Misture proteínas. Linguiça, frango e até queijo grelhado enchem a mesa por menos. Nosso guia de provolone na churrasqueira mostra como.
- Aproveite o fim de mês. O atacado relata menor consumo na segunda quinzena, o que pode abrir espaço para promoções no varejo.
5. O frango como aliado
As próprias análises de mercado apontam que o frango está mais barato e concorre com a carne bovina. Um levantamento da Scanntech, divulgado pelo TNH1, já indicava que o espetinho de frango ganharia espaço na mesa do brasileiro. Na nossa opinião, é uma troca que vale a pena: coxa e sobrecoxa temperadas com limão, alho e um toque de páprica defumada saem suculentas e custam bem menos por espeto.

Para acertar o ponto, deixe as brasas bem formadas, sem chama alta, e vire o espeto com frequência. Quer ver como se prepara uma brasa ideal? Confira o vídeo abaixo:
6. Perguntas frequentes
Por que a carne está mais cara?
Porque há poucos animais prontos para abate, as escalas dos frigoríficos estão curtas e a arroba do boi gordo está em patamar recorde.
Qual corte substituir a picanha?
Cortes dianteiros como acém, paleta e peito, além de frango e linguiça, saem mais em conta e rendem um bom churrasco quando bem preparados.
A arroba a R$ 400 já é o preço médio?
Não. Os R$ 400 foram negócios pontuais em Franca (SP). A média paulista ficou entre R$ 384 e R$ 386 na sexta-feira.
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7. Conclusão
A arroba na casa dos R$ 380 e o IPCA-15 puxado por alimentos mostram que o churrasco do fim de semana tende a sair mais caro. A boa notícia é que dá para se adaptar: escolha cortes dianteiros, misture frango e linguiça e planeje as quantidades. Assim, a brasa continua acesa e o bolso agradece. Volte amanhã para mais novidades do mundo do churrasco.




