Notícias do churrasco hoje: picanha mais barata, defumados em alta e novos cortes na grelha

Tempo de leitura: 6 minutos

Se você faz churrasco aos fins de semana, já percebeu que a grelha brasileira não é mais a mesma de alguns anos atrás. Neste panorama de 3 de novembro de 2026, reunimos o que a imprensa publicou sobre preços da carne, mudanças nos cortes e as técnicas que estão conquistando os churrasqueiros. Tudo com links para as matérias originais, para você conferir.

Índice

Picanha mais barata: o que mostram as notas fiscais

A notícia mais animadora para quem gosta de carne vem de um levantamento da Neogrid, baseado em cerca de 40 milhões de notas fiscais de todo o país e publicado pelo InfoMoney em maio de 2026. Comparando abril de 2026 com abril de 2025, o quilo da picanha caiu de R$ 81,86 para R$ 60,70, uma queda de 25,9%. Segundo a matéria, o corte chegou a passar de R$ 76 por quilo no fim de 2025 e início de 2026.

A fraldinha foi ainda mais longe: queda de 38,6%, de R$ 72,25 para R$ 44,37 o quilo. A costela bovina recuou 21,6% e o ancho, 19,6%. Em contrapartida, a alcatra subiu 12,3% e a maminha, 4,3%. Ou seja, não dá para falar em “carne barata” de forma geral: depende muito do corte que você coloca no carrinho.

No frango, o cenário também é favorável. O frango inteiro ficou 12,4% mais barato em um ano e a coxa, 10,9%. As linguiças ficaram estáveis. Já a cerveja clara teve alta de 0,7%, praticamente estável, e a artesanal caiu 4,6%. Na minha leitura, é um bom momento para montar um cardápio variado sem estourar o orçamento.

Picanha reina, mas não manda sozinha

Outra matéria que merece atenção é a de O Antagonista, de março de 2026. A tese é simples: a picanha continua sendo o símbolo do churrasco brasileiro, mas o consumidor passou a dividir a grelha com outros cortes, por causa da pressão nos preços da carne bovina e da busca por rendimento.

O texto cita a fraldinha como alternativa suculenta e macia de menor custo, o ancho como opção mais sofisticada, e lembra que acém e partes do dianteiro deixaram de ser vistos como plano B, desde que bem selecionados e bem preparados. Entre as carnes suínas, aparecem linguiça de melhor qualidade, copa lombo, pancetta e costelinha, ótimas para variar o cardápio em grupos grandes.

Os critérios que o consumidor está pesando, segundo a reportagem, são o número de convidados, o rendimento por quilo, a variedade de carnes e o equilíbrio entre cortes nobres e acessíveis. Faz sentido: quem já organizou churrasco para 20 pessoas sabe que só picanha não fecha a conta.

Espetos grelhados na churrasqueira

Festival da Carne em Campo Grande: defumados e parrilla

Em setembro, o 4º Festival Internacional da Carne reuniu, entre os dias 25 e 27, mais de 30 estações de espeto, parrilla, fogo de chão e defumadores no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande (MS). A cobertura do jornal A Crítica ouviu dez mestres de grelha e donos de restaurantes sobre o futuro do churrasco no estado.

O consenso é que defumados, barbecue americano e parrilla estão ganhando terreno. Gledson Soares, da Mamutes BBQ, vencedor da categoria de carne defumada no Ibero-Americano de Esteio (RS), afirma que o fogo de chão ancestral perdeu espaço, embora mantenha um público fiel. André Medina, da Casa Medina, vende brisket a R$ 150 o quilo depois de migrar para o barbecue americano em 2022. Já Thiago Chiarapa, da TBC Meat, observa que o consumidor está comprando menos carne, porém de melhor qualidade.

Há quem resista, claro. Os defensores da comida de comitiva pantaneira, como o carreteiro, lembram que a tradição tem seu valor. Os mestres também divergem se o defumado é moda passageira ou mudança duradoura, mas a maioria acredita em convivência, não em substituição. Eu concordo: dá para ter costela de fogo de chão e brisket no mesmo fim de semana.

O novo jeito de fazer churrasco

A Super Rádio Tupi publicou, ainda em agosto de 2025, uma matéria sobre um novo estilo de churrasco que virou febre no YouTube. Ele usa alternativas à grelha tradicional, como chapas de ferro, pedras aquecidas e defumação a frio, e valoriza cortes pouco comuns no Brasil, como flat iron, denver steak e tomahawk. Marinadas longas, temperos artesanais e termômetros digitais fazem parte do pacote.

É uma matéria de 2025, mas ela ajuda a entender por que o assunto continua em alta em 2026: os vídeos com tutoriais práticos espalharam as técnicas, e cada região ganhou suas adaptações.

Cortes dianteiros ganham espaço

Quando a carne sobe, o churrasqueiro se adapta. Uma reportagem da SBT News, de janeiro de 2025, mostrava que o IBGE apontou alta de mais de 20% nos preços da carne em 2024, com o patinho subindo 24,13%, a costela 21,33% e a alcatra 21,13%. A picanha foi a que menos subiu, com 8,74%. Naquele momento, acém, paleta e peito, da parte dianteira do boi, já ganhavam espaço no churrasco de fim de semana.

Compare com o quadro de 2026: a pressão de preço mudou de lugar, e hoje a picanha e a fraldinha estão mais em conta, segundo a Neogrid. A lição é olhar sempre o preço do dia, e não ficar preso a um corte só.

Vídeo: dicas de corte e churrasco

O que fazer com tudo isso no seu próximo churrasco

  • Aproveite a fraldinha e a picanha enquanto o preço está menor, mas confira a etiqueta no açougue: o preço varia por região.
  • Complete com frango e linguiça, que estão estáveis ou mais baratos e rendem bem em grupos grandes.
  • Teste um corte novo, como o ancho ou a costelinha suína, para variar sem pesar no bolso.
  • Use termômetro: é o hábito mais citado entre os adeptos do estilo novo e evita desperdício de carne cara.
  • Compre menos, mas melhor, como sugere o mestre de grelha Thiago Chiarapa.

Para ver mais ideias de espetinhos e receitas, passe pelas seções do nosso site:

Brasas de carvao do churrasco

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Perguntas frequentes

A picanha está mesmo mais barata em 2026?

Segundo a Neogrid, sim: o preço médio caiu de R$ 81,86 para R$ 60,70 o quilo entre abril de 2025 e abril de 2026. O valor real no seu açougue pode variar.

Quais cortes são boas alternativas à picanha?

A fraldinha, o ancho, o acém bem preparado e carnes suínas como costelinha e copa lombo foram citados pela imprensa como opções com bom rendimento.

O churrasco defumado vai substituir o fogo de chão?

Os mestres ouvidos em Campo Grande divergem, mas a maioria vê convivência entre as técnicas, e não substituição.

Conclusão

O recado das matérias é claro: 2026 é um ano de variedade na grelha. Com picanha e fraldinha mais baratas, frango em queda e técnicas novas pegando, o churrasqueiro tem espaço para experimentar. Salve o link, volte sempre e conte nos comentários qual corte você vai colocar na brasa neste fim de semana.

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