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Se você é do tipo que não perde um fim de semana longe da grelha, setembro de 2026 chegou cheio de novidades para animar o churrasqueiro brasileiro. Entre a expansão de uma das redes de churrascaria mais queridas do país, a volatilidade dos preços da picanha e as tendências gastronômicas que estão redesenhando o jeito de assar carne no Brasil, tem muito assunto para colocar em pauta antes de acender o carvão.
A seguir, você vai entender o que está acontecendo no universo do churrasco nacional — e como aproveitar o melhor da brasa mesmo com os preços sob pressão.
Churrascada chega a Belo Horizonte com investimento de R$ 6 milhões
Uma das notícias mais animadoras do mundo do churrasco neste mês é a expansão do Grupo Churrascada para Belo Horizonte. No dia 17 de setembro de 2026, a rede inaugura sua primeira unidade fora de São Paulo, instalada no Pátio Savassi, um dos shoppings mais movimentados da capital mineira.
O investimento supera os R$ 6 milhões, e a estrutura foi pensada para quem quer mais do que comer bem — quer viver uma experiência completa. A unidade tem capacidade para 250 pessoas, palco para música ao vivo, área infantil e, claro, uma proposta de churrasco de alto padrão que já conquistou São Paulo nos últimos anos.
Para o Grupo Churrascada, Belo Horizonte representa mais do que uma cidade nova: é o ponto de partida de uma estratégia de expansão nacional. A empresa projeta faturar cerca de R$ 270 milhões em 2026, um crescimento de quase 60% em um único ano. Cerca de 200 empregos diretos e indiretos foram gerados com a abertura da nova unidade.
Mineiros que já passaram pela Churrascada em São Paulo sabem que a proposta vai além do tradicional espeto corrido: a curadoria de cortes, o carvão de qualidade e a experiência de ambiente fazem a diferença. Quem ainda não conhece, o Pátio Savassi vai ser uma boa chance de descobrir.
Quer se preparar para a visita? Aprenda antes como preparar uma coxa de frango perfeita na churrasqueira para ir com o paladar bem calibrado.
Preço da picanha e das carnes em setembro de 2026
Quem acompanhou o mercado de carnes no primeiro semestre do ano ficou animado: a picanha chegou a cair 26% em relação a 2025, chegando a ser encontrada por R$ 60,70 o quilo em abril. Uma queda e tanto para quem não abre mão do corte preferido do brasileiro na grelha.
Mas o cenário mudou. Em setembro de 2026, o quilo da picanha voltou a pressionar o bolso, sendo encontrada entre R$ 70 e R$ 78 nos supermercados, com variações maiores dependendo da região. Dois fatores explicam essa virada: as exportações crescentes para a China, que reduzem a oferta interna, e o ciclo pecuário em fase de contração.
O contrafilé, outro queridinho dos churrasqueiros, também registrou alta acumulada de cerca de 7% no ano. A alcatra avançou 1,61% no mês e o contrafilé 1,86%, segundo dados do IBGE divulgados em agosto. Para quem está no grupo do churrasco do fim de semana, isso representa uma conta que sobe sem cerimônia.

A boa notícia é que carnes alternativas seguem como saída inteligente para o churrasqueiro que não quer abrir mão da qualidade. Fraldinha, maminha e costela continuam oferecendo excelente sabor com preço mais amigável. Aves e ovos, por sua vez, registraram queda de 1,70%, segundo o mesmo levantamento — uma dica para quem pensa em montar um churrasco misto e mais econômico.
Para mais dicas sobre como preparar cortes alternativos com sabor de dar inveja, confira nosso guia sobre kafta na churrasqueira — uma opção deliciosa e muito mais acessível.
Tendências 2026: a parrilla de frutos do mar que está conquistando o Brasil
O churrasco brasileiro sempre foi sinônimo de carne bovina. Mas 2026 está ampliando essa conversa de forma definitiva. A tendência que mais cresce nos restaurantes e eventos de gastronomia do país é a parrilla de frutos do mar e vegetais — e sim, ela veio para ficar.
Peixes, camarões, lulas e até ostras estão ganhando espaço nas grelhas de chefs e churrasqueiros amadores. Legumes inteiros — cenouras, abobrinhas, pimentões e beterrabas — são preparados próximos às brasas, absorvendo o defumado característico sem precisar competir com a carne. O resultado é um churrasco mais completo, mais leve e, muitas vezes, mais econômico.
Nos eventos, essa estética aparece em estruturas abertas e cenográficas: grandes grelhas circulares ao redor do fogo, onde costelas e cortes de carne dividem espaço com vegetais assados lentamente. É uma experiência visual que encanta convidados e redes sociais ao mesmo tempo.
Para os amantes de espetinhos, a tendência também abre possibilidades interessantes: espetinhos de camarão temperado, de abobrinha com queijo coalho, de banana com canela. A criatividade é o limite quando a churrasqueira está acesa.
Ciclo pecuário: por que a carne vai continuar cara por mais tempo
Para entender por que os preços da carne bovina seguem pressionados — e vão continuar assim por um bom tempo — é preciso entender o conceito de ciclo pecuário. Esse ciclo determina a dinâmica de oferta e demanda de gado no Brasil, e ele tem um ritmo próprio que não responde a desejos do consumidor.
Estamos em uma fase de retenção: produtores preferiram segurar as fêmeas para expandir o rebanho nos últimos anos, o que reduz a oferta de animais para abate agora. Com menos gado disponível e demanda aquecida — tanto interna quanto pelas exportações para China, Estados Unidos e Europa — o preço sobe.
O agronegócio brasileiro, responsável por abastecer mais de 150 países com carne bovina, está no centro desse tabuleiro. As exportações batem recordes, o que é ótimo para os produtores e para a balança comercial, mas cria uma pressão real no preço que o brasileiro paga no açougue e no supermercado.
A perspectiva dos especialistas do setor é que essa pressão deve se manter ao longo de 2026 e 2027, até que o ciclo se inverta e a oferta de gado aumente novamente. Enquanto isso, a estratégia do churrasqueiro esperto é conhecer bem os cortes alternativos e comprar com inteligência.
Ontem também comentamos sobre movimentos no mercado de carnes e espetinhos. Confira as notícias de churrasco de 12 de setembro para ter o panorama completo da semana.
Como montar um churrasco completo gastando menos em setembro 2026
Com a picanha acima dos R$ 70 o quilo, a hora de pensar fora da caixa é agora. Alguns cortes que o brasileiro tende a ignorar são, na verdade, verdadeiras joias escondidas na vitrine do açougue.
Fraldinha: macia, saborosa e muito versátil na grelha. Em setembro de 2026, é possível encontrá-la entre R$ 38 e R$ 50 o quilo — menos da metade do preço da picanha com sabor comparável quando bem temperada.
Maminha: corte com marmoreio generoso, fácil de preparar e adorado por quem experimenta. Preço médio em torno de R$ 42 a R$ 55 o quilo.
Costela de segunda: requer paciência — precisa de horas na grelha para desfiar —, mas é um dos cortes mais saborosos que existem e ainda custa bem menos do que os cortes nobres. Para torresmos crocantes, aprenda com nosso passo a passo de torresmo pururuca na churrasqueira.
Espetinhos mistos: combinando carne com frango, linguiça e queijo coalho, você dilui o custo por pessoa mantendo a fartura do churrasco. Uma montagem equilibrada pode reduzir em até 35% o valor por cabeça sem sacrificar o prazer da refeição.
Outra dica importante: compre em açougues locais ou em atacarejo. A diferença de preço em relação aos grandes supermercados pode chegar a 25-30% para os mesmos cortes, especialmente quando você compra em quantidade maior.

O churrasco brasileiro segue forte, mesmo com os desafios
Setembro de 2026 deixa claro que o universo do churrasco no Brasil está em plena transformação. A chegada da Churrascada a Belo Horizonte mostra que o mercado de churrascaria premium está crescendo, enquanto a pressão nos preços da carne bovina exige mais criatividade do churrasqueiro em casa.
As tendências de parrilla com frutos do mar e vegetais abrem um horizonte novo para quem quer inovar na grelha. E os cortes alternativos — fraldinha, maminha, costela — continuam sendo os aliados mais confiáveis de quem quer reunir a galera sem estourar o orçamento.
A cultura do churrasco no Brasil vai muito além do preço da picanha. Ela é sobre reunir pessoas, compartilhar um momento, e deixar a brasa fazer o seu trabalho. Seja com um corte nobre ou com uma linguicinha bem temperada, o importante é que o churrasco nunca pare.
Perguntas frequentes sobre o churrasco brasileiro em setembro 2026
Qual o preço médio da picanha no Brasil em setembro de 2026?
Em setembro de 2026, o quilo da picanha bovina varia entre R$ 70 e R$ 78 nos supermercados brasileiros, com alta impulsionada pelas exportações para a China e pelo ciclo pecuário em fase de retenção. Em açougues e atacarejos, é possível encontrar preços um pouco menores.
A Churrascada vai abrir em Belo Horizonte?
Sim. O Grupo Churrascada inaugura no dia 17 de setembro de 2026 sua primeira unidade fora de São Paulo, localizada no Pátio Savassi em Belo Horizonte, com capacidade para 250 pessoas e investimento superior a R$ 6 milhões. A empresa projeta crescer quase 60% no faturamento em 2026.
Como economizar no churrasco com a alta dos preços em 2026?
Aposte em cortes alternativos como fraldinha (R$ 38-50/kg), maminha (R$ 42-55/kg) e costela, que entregam sabor e maciez com custo bem menor do que a picanha. Comprar em açougues locais ou atacarejo também pode gerar economias de 25 a 35% em relação ao supermercado. Misturar carnes com espetinhos de frango e linguiça é outra estratégia eficiente para reduzir o custo por pessoa.




