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Você já reparou que o churrasco de fim de semana não é mais só picanha, sal grosso e carvão? Entre festivais de carne, previsões de consumo e novas formas de acender a brasa, o assunto de hoje é como o jeito de assar está mudando no Brasil. Reunimos reportagens recentes para você entender o que está em alta e o que dá para aproveitar já no próximo domingo.
O resumo de hoje passa pelo Festival Internacional da Carne, em Campo Grande, por projeções de consumo de espetinhos e frango, pelas churrasqueiras sem carvão e pela onda de vídeos que ensina técnicas novas na internet.
Índice
- Festival da Carne: defumado, parrilha e fogo de chão
- Espetinho bovino lidera as projeções
- Frango e air fryer ganham espaço
- Churrasqueiras sem carvão
- Chapas, pedras e defumação a frio
- Como aplicar as tendências em casa
- Perguntas frequentes
- Conclusão
Festival da Carne: defumado, parrilha e fogo de chão
Segundo o Jornal A Crítica, a quarta edição do Festival Internacional da Carne reuniu, de 25 a 27 de setembro, mais de 30 estações de espeto, parrilha, fogo de chão e defumadores no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, com entrada gratuita. A reportagem ouviu dez assadores e donos de casas de carne para entender para onde caminha o churrasco.
O defumado, ligado ao American Barbecue, aparece como o segmento mais aquecido. Um dos entrevistados contou que mudou de atividade depois de ver uma fila longa numa estação de brisket e hoje vende o corte a R$ 150 o quilo, enquanto o peito de boi custa cerca de R$ 32. Outro assador adaptou a receita texana ao paladar brasileiro, tirando a pimenta. A parrilha argentina também cresce, e a costela assada por seis a sete horas no fogo de chão atrai clientes justamente pelo processo.
O ponto mais interessante da matéria é a convivência das escolas. Há quem defenda o espetáculo, e há quem insista na comida de comitiva e no churrasco tradicional. Um dos assadores resumiu que o consumidor passou a preferir qualidade à quantidade. Nossa leitura é que isso combina bem com o momento: em vez de encher a mesa de carne, o público quer menos peso e mais história no prato.

Espetinho bovino lidera as projeções
Uma reportagem do Portal IN, de maio, trouxe projeções da APAS Show para os dias de jogos da Seleção: a demanda por carnes poderia subir mais de 10%. Entre os itens de churrasco, o espetinho bovino aparece no topo, com alta projetada de 67%, seguido pelo frango inteiro (60%), pela maminha (53%), pelo salame (43%), pelas tábuas de frios (41%) e pela picanha (29%).
Vale um cuidado: esses números são projeções, e não resultados medidos. Mesmo assim, mostram um caminho claro. O espetinho é prático, rende bem, cabe em qualquer bolso e funciona tanto na calçada quanto no quintal. Se você quer entender o ponto certo, dê uma olhada no nosso guia de pão de queijo na churrasqueira, que costuma acompanhar a rodada.
Frango e air fryer ganham espaço
Outro estudo, da Scanntech Brasil e divulgado pela Folhapress, foi publicado pelo TNH1 em maio. A análise comparou o consumo nos jogos do Brasil em grandes torneios recentes com as 12 semanas anteriores e concluiu que o churrasco bovino deve ceder espaço ao espetinho de frango, já que os cortes de frango custam cerca de 44% do preço da carne bovina.
O levantamento também aponta mais procura por petiscos de air fryer, inclusive com compra do aparelho, além de mais vendas de cerveja sem álcool e de refrigerante sem açúcar. Em 2025, segundo o texto, a cada 950 g de frango o consumidor levou 586 g de carne bovina. Ou seja, o frango já pesa muito na cesta. Na prática, isso significa que quem dominar um bom espetinho de frango, suculento e com tempero marcante, sai na frente.
Dica de quem acompanha o assunto: marine o frango por pelo menos duas horas, corte em cubos do mesmo tamanho e não deixe o fogo alto demais. Se o espeto queimar por fora e ficar cru por dentro, a fama do churrasqueiro vai junto.
Churrasqueiras sem carvão
O O Antagonista publicou em janeiro uma matéria sobre as alternativas modernas ao carvão: churrasqueiras elétricas, a gás e de pellets. Segundo o texto, elas acendem quase na hora, permitem controlar a temperatura por botão ou painel e produzem menos fumaça e sujeira, o que ajuda em varandas, quintais pequenos e apartamentos onde o carvão é restrito.
Os modelos de pellets usam cilindros de madeira comprimida, feitos com resíduos da indústria madeireira, e dão um leve sabor defumado. A matéria admite que o sabor muda um pouco, mas lembra que muitos modelos mantêm suculência e textura. Também deixa claro que a tecnologia não substitui o ritual do churrasco: ela o adapta à rotina atual, tornando o preparo mais simples e acessível.
Na nossa opinião, a brasa de verdade continua insubstituível para quem gosta do ritual. Mas, para quem mora em apartamento, essas churrasqueiras abrem uma porta que antes estava fechada.
Chapas, pedras e defumação a frio
A Super Rádio Tupi descreveu, em agosto de 2025, um novo churrasco brasileiro que ganhou força no YouTube. Em vez do espeto giratório ou da grelha fixa, os adeptos usam chapas de ferro, pedras aquecidas e defumação a frio, o que permite controlar melhor o ponto da carne. Cortes menos convencionais, como flat iron, denver steak e tomahawk, ganham espaço, além de temperos artesanais e marinadas prolongadas.
O texto cita ainda equipamentos como chapas de ferro fundido, defumadores portáteis, termômetros digitais e facas de alta precisão. A matéria não aponta criadores nem números de audiência, então vale ler como panorama, e não como estatística. Ainda assim, ajuda a entender por que tanta gente quer aprender técnicas novas antes de gastar com a carne.
Como aplicar as tendências em casa
- Comece pelo termômetro: um termômetro digital custa pouco e evita carne passada, algo valioso em cortes caros.
- Teste um defumado simples: se você tem uma churrasqueira com tampa, dá para fazer um peito de boi em fogo indireto com pedaços de lenha.
- Varie as proteínas: alterne espetinho de carne, de frango e de linguiça para agradar todo mundo e controlar o orçamento.
- Cuide dos acompanhamentos: uma batata na brasa ou um cogumelo recheado deixam a mesa mais completa.
- Acompanhe os preços: veja também o resumo de ontem sobre o custo do churrasco antes de ir ao mercado.
Se você quer ver como escolher o combustível certo para parrilha ou pit smoker, este vídeo explica a diferença entre carvão e lenha:
Perguntas frequentes
O que está em alta no churrasco brasileiro?
Segundo assadores ouvidos pelo Jornal A Crítica no Festival Internacional da Carne, o defumado (American Barbecue) é o segmento mais aquecido, seguido pela parrilha e pelo fogo de chão, com o público valorizando qualidade mais do que quantidade.
O espetinho de frango vai substituir o de carne?
Não necessariamente. O estudo da Scanntech indica que o frango deve ganhar espaço por ser mais barato, e as projeções da APAS Show colocam o espetinho bovino no topo. Na prática, os dois convivem na mesma mesa.
Churrasqueira elétrica ou a gás substitui a brasa?
Elas oferecem praticidade, controle de temperatura e menos fumaça, mas o sabor muda um pouco, como reconhece a própria reportagem. Servem como alternativa, principalmente em apartamentos.

Conclusão
O retrato de hoje mostra um churrasco mais variado: defumado e parrilha em alta, espetinho de carne e de frango na disputa pelo prato e novas churrasqueiras abrindo espaço em casas pequenas. A tradição continua firme, mas ganha técnicas e opções. Volte amanhã para mais um resumo das novidades do mundo da brasa.




