Tempo de leitura: 6 minutos
Com o boi gordo batendo recorde nominal em outubro, muita gente começou a olhar para o outro lado da grelha. O espetinho de frango, que sempre foi o “coadjuvante” do churrasco, está ganhando papel de protagonista nas reportagens e nos levantamentos de mercado. Neste artigo, reunimos o que foi noticiado sobre frango, cortes mais em conta e churrasqueiras sem carvão, deixando claro o que é dado fechado e o que é tendência apontada por estudos.
Índice do artigo
- Por que o espetinho de frango ganha espaço
- O que dizem os preços: frango e cortes bovinos
- Cenário da carne: exportação em queda, preço médio em alta
- Churrasqueira sem carvão: elétrica, gás e pellets
- Como assar espetinho de frango sem ressecar
- Ofertas relacionadas
- Conclusão
- Perguntas frequentes
Por que o espetinho de frango ganha espaço
Segundo matéria do TNH1, publicada em maio, um estudo da Scanntech Brasil previa que o espetinho de frango ganharia espaço sobre o churrasco bovino durante a Copa do Mundo de 2026. O motivo é simples: o frango custa, em média, 44% do preço da carne bovina. O mesmo estudo observou que, em 2025, cada 950 gramas de frango comprado vinham acompanhados de 586 gramas de carne bovina nas compras dos brasileiros.
A reportagem também cita o crescimento da procura por petiscos na air fryer e o aumento no consumo de cerveja zero álcool e refrigerantes sem açúcar. Vale dizer que a Copa já passou, e o estudo é uma projeção feita antes do torneio. Mesmo assim, o raciocínio de custo-benefício continua valendo agora, no fim do ano, quando a carne bovina segue pressionada. Na nossa avaliação, o frango é a forma mais fácil de “esticar” o churrasco sem deixar a mesa fraca.

O que dizem os preços: frango e cortes bovinos
Os números mais concretos vêm do levantamento da Neogrid, divulgado em 19 de maio, com base em mais de 40 milhões de notas fiscais por mês em todo o país. Comparando abril de 2026 com abril de 2025, o frango inteiro ficou 12,4% mais barato e a coxa de frango recuou 10,9%. Entre os bovinos, a fraldinha teve a maior queda da cesta, de 38,6% (de R$ 72,25 para R$ 44,37 por quilo), a costela caiu 21,6% e o ancho, 19,6%. Em sentido contrário, a maminha subiu 4,3% e a alcatra, 12,3%. A linguiça ficou estável. O InfoMoney também noticiou esse levantamento, destacando a picanha, que passou de R$ 81,86 para R$ 60,70 o quilo (queda de 25,9%).
Atenção a um detalhe importante: são preços de abril. Desde então, a arroba do boi subiu, então não use esses valores como régua para o que você vai pagar hoje. O que o estudo mostra de útil é a hierarquia: frango e linguiça costumam ser as opções mais estáveis, e cortes como fraldinha e costela podem trazer bom custo-benefício quando estão em queda.
Cenário da carne: exportação em queda, preço médio em alta
Para entender por que o assunto “carne cara” voltou à pauta, vale olhar o Farmnews, em atualização de 26 de outubro. Nos primeiros 16 dias úteis do mês, a média diária de embarques de carne bovina ficou 33,7% abaixo da de outubro de 2025, enquanto o preço médio exportado chegou a US$ 6,28 por quilo na terceira parcial, o maior patamar para o período. São dados parciais, e o texto não detalha as causas da queda. Para o consumidor, o recado prático é que não há sinal claro de alívio imediato nas gôndolas, e por isso diversificar a grelha faz sentido.
Já vimos esse movimento em outras reportagens. Em março, o O Antagonista apontava que a picanha continua símbolo do churrasco, mas passou a dividir espaço com fraldinha, ancho, acém e cortes suínos como copa lombo, pancetta e costelinha.
Churrasqueira sem carvão: elétrica, gás e pellets
Outra mudança que aparece nas notícias é o jeito de fazer fogo. Em janeiro, o O Antagonista descreveu a tendência de deixar o carvão de lado e usar churrasqueiras elétricas, a gás ou de pellets. Segundo a matéria, esses modelos acendem em poucos minutos, permitem controlar a temperatura por botão ou painel e soltam menos fumaça, o que ajuda quem mora em apartamento ou tem quintal pequeno. A churrasqueira de pellets usa cilindros de madeira comprimida e entrega um leve sabor defumado. A própria reportagem reconhece que o sabor muda em relação ao carvão, mas diz que o controle de temperatura ajuda a manter a suculência.
Isso combina bem com o frango, que é um alimento que pede calor estável para não ressecar por fora e ficar cru por dentro. Já os assadores ouvidos pelo A Crítica no Festival Internacional da Carne, em Campo Grande, em setembro, apontam defumado e parrilha em alta, mas lembram que o fogo de chão tradicional segue vivo. Nenhuma das técnicas precisa substituir a outra.

Como assar espetinho de frango sem ressecar
Se você vai apostar no frango, algumas atitudes fazem toda a diferença:
- Prefira coxa e sobrecoxa. Têm mais gordura e perdoam o excesso de tempo na brasa melhor que o peito.
- Tempere com antecedência. Alho, limão, sal e um fio de azeite por pelo menos 30 minutos já ajudam no sabor.
- Corte os cubos do mesmo tamanho. Assim todos os pedaços ficam prontos ao mesmo tempo.
- Controle o fogo. Brasa média, sem chama alta. O frango precisa ficar bem passado, sem partes rosadas.
- Cuide da conservação. Frango cru pede cuidado extra. Veja como descongelar carne para churrasco com segurança e como conservar carnes na caixa de isopor.
Para completar, o guia sobre espeto de metal ou bambu ajuda a escolher o suporte certo, e o texto sobre sobras de churrasco evita desperdício no dia seguinte.
Ofertas relacionadas
Alguns itens ajudam a acertar o ponto do frango. Os links abaixo levam à Amazon.com.br:
- Termômetros para churrasco
- Espetos de inox para churrasco
- Churrasqueiras a gás portáteis
- Caixas térmicas
Conclusão
Entre o boi caro, as exportações em baixa e a busca por praticidade, o espetinho de frango e a churrasqueira sem carvão aparecem como respostas naturais do consumidor brasileiro. Os números de abril mostram que frango e alguns cortes bovinos ficaram mais acessíveis, mas o mercado mudou desde então, então pesquise preço antes de fechar a lista. Misturar proteínas, cuidar do ponto e planejar a conservação é o caminho mais seguro para um churrasco bom e econômico. Volte aqui nos próximos dias: seguimos acompanhando as novidades da grelha.
Perguntas frequentes
Por que o frango é mais barato que a carne bovina no churrasco?
Segundo o estudo da Scanntech citado pelo TNH1, o frango custa em média 44% do preço da carne bovina, o que o torna uma alternativa para esticar o orçamento.
Qual o melhor corte de frango para espetinho?
Coxa e sobrecoxa costumam render espetinhos mais suculentos, porque têm mais gordura e toleram melhor o calor da brasa do que o peito.
Churrasqueira a gás ou elétrica faz churrasco de verdade?
Faz, com sabor um pouco diferente do carvão. Segundo a reportagem do O Antagonista, esses modelos acendem rápido, controlam melhor a temperatura e soltam menos fumaça, o que ajuda em apartamentos.




